ÍNDICO

Não há poemas a ler.
Pesam os diálogos.
Sei o porquê e justo por isso 
nada pode ser feito.
Não sou eterno,
a tristeza não é eterna.
Não serei o estúpido
que luta contra o tempo.

Aí ela está e eu também,
atravessando o índico
num mesmo barco; incidente
sem qualquer importância.

Acompanho meus contornos
em sua face, pois ainda que
o mar sirva de espelho
o sentir é mais fiel.

Vejo, sonho, toco. As coisas
são as mesmas até que se
queiram outras, assim como
a tristeza ao meu lado.

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