O POEMA

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Nessa noite
sinto o hálito de deus
nas lacunas do ódio.

Enquanto homens frios negam
o acordar em segredo,
aqueles deixados pelo sono
recolhem solitários os escombros
de dúvidas incessantes.

Um cigarro queima no chão.
Ninguém percebe.
Eu percebo. E me importo
com o fato de que, agora
este é todo o meu mundo.
A fumaça, o lixo ao redor,
o mergulho vazio no qual se esvai
a relevância desses pensamentos.

Sou um motivo torcido,
um sonho dentro de um sonho.

Ainda há cortinas
que nunca se fecham
e nesse tempo, o prazer
da conquista se torna uma
língua de espadas ambíguas.

Um poema faz
a língua lamber espadas.
O poema é a espada violenta
da maldita consciência do eterno.

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