CREOLINA PARA HOMENS

Dias, passem devagar
para que eu conheça
o tempo no mundo.

Nunca fomos nada
além de cotidianos.

Que eles se estendam
e mastiguem estátuas,
fazendo de nós
amor ao desconforto.

Acordar sozinho
na rara luz da manhã,
azul na fresta da cortina.

Panos secos na cama
e horizonte vazio,
tudo acontece
do jeito que é.

Manadas de famílias
atravessam meu caminho
como matilhas.

Essas mulheres
se corroem por dentro,
dois corpos úmidos:
suor primeiro
lágrimas depois.

Tudo se estreita
na vida nova.

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