GARGANTA

A fenda, repetindo o ardor das pupilas
espanca o fundo convexo das palavras.
Indícios mínimos, frestas bizantinas,
quadros enrugados, coifas cupulares;
lá, onde como vestir umbigos alheios
sangram mulheres novas pelo restolhal.

Cantos territoriais: uivos em desolação,
ventos claustrofóbicos de horas em fuga.
Nesses rituais, evocações proliferantes,
corpos escarpados por cercas vivas,
destroçadas pelas farpas concertinas.
Tudo urra e assim se aprende a falar.

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